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Prédio com microapartamentos em Porto Alegre tem oferta de serviços e área aberta ao público

29/12/2025

Soul República, no bairro Cidade Baixa, é um empreendimento da Tomasetto Engenharia - Victor Gyurkovitz/Divulgação/JC

 

“Microapartamento” é o nome que se dá aos imóveis residenciais com pouca metragem – Porto Alegre tem unidades no mercado a partir de 17 metros quadrados. São semelhantes às antigas “kitnets”, mas menores que os apartamentos com só uma peça (além do banheiro) construídos no passado.

 

Nos novos lançamentos, a área condominial dos edifícios é pensada para suprir necessidades que não são atendidas pelos apartamentos compactos, como também são chamados: lavanderia, espaço para trabalho, cozinha coletiva e outras. No contexto imobiliário, surgem com outro atrativo: o perfil dos proprietários, que nem sempre compram para morar – estes apartamentos pequenos são investimentos para locação de curta temporada, a exemplo do modelo Airbnb.

 

“Esse movimento vem para atender uma demanda que não é totalmente absorvida pela rede hoteleira, especialmente em períodos de eventos e atividades concentradas na região central da cidade”, explica Victor Gyurkovitz, gerente de marketing da Tomasetto Engenharia. Embora não seja conhecida pelo turismo de lazer, Porto Alegre recebe eventos profissionais e pessoas em busca de atendimento médico, por exemplo, com visitantes ao longo de todo o ano.

 

No início de dezembro a empresa entregou o Soul República, na rua da República, quase esquina com a Lima e Silva, na Cidade Baixa. O empreendimento tem 11 andares, sendo sete com os microapartamentos. “Nosso movimento, que já vem sendo estudado há cerca de 10 anos, tem como objetivo atender essa demanda, oferecendo unidades menores, mas de alto padrão”, explica Gyurkovitz.

 

A arquitetura do Soul foi pensada para dialogar com o perfil do bairro e parte da área condominial será aberta ao público, no que o engenheiro chama de “gentileza urbana”. "Decidimos abrir a base do prédio para a cidade, criando um boulevard comercial que reflete o comportamento do bairro, onde as pessoas se encontram nas calçadas e nos pequenos comércios", conta. O projeto inclui lojas abertas ao público e ampliação do passeio, além de um estacionamento que segue em funcionamento.

 

Além do uso para locação de curta e média duração, os microapartamentos também têm sido adquiridos como investimento de longo prazo. Gyurkovitz observa, como um dos perfis de compradores, que pais compram o imóvel para filhos morarem e, posteriormente, terem um patrimônio em seus nomes. No caso do Soul, a localização é estratégica, perto de universidades, hospitais, serviços públicos e comodidades do bairro.

 

Fonte: Jornal do Comércio - link noticia