10/01/2026 Compartilhar
Por Julia Martins - 10/01/2026
Torres, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, caminha para uma mudança significativa em seu perfil urbano. A prefeitura aprovou recentemente três projetos que autorizam a construção de edifícios com até 100 metros de altura, algo inédito para a orla da cidade. As liberações tiveram aval da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e reforçam a verticalização como estratégia de crescimento local.
Segundo o município, as autorizações estão atreladas a contrapartidas obrigatórias. As construtoras deverão realizar melhorias urbanas no entorno dos empreendimentos, como requalificação de calçadas, ampliação da rede de esgoto e adequações viárias. A proposta, de acordo com a prefeitura, é equilibrar o avanço imobiliário com benefícios diretos à população.
Atualmente, o edifício mais alto da região também está em Torres. Conhecido como Graziela, o prédio tem 87 metros de altura e se tornou um marco local, principalmente pelo elevador panorâmico com vista para o mar. Com os novos projetos, esse recorde será superado, consolidando a cidade como referência em empreendimentos verticais no litoral gaúcho.
Dois dos três novos edifícios aprovados serão construídos na Avenida Silva Jardim, uma das áreas mais valorizadas e movimentadas do município. O Plano Diretor permite construções mais altas nessa via, enquanto as quadras entre a avenida e o mar seguem com limite de até quatro pavimentos. Na prática, isso garante vista permanente para o oceano aos novos prédios.
Um dos projetos já em andamento é o Legend, da construtora R Dimer. A obra começou em um terreno na esquina da Silva Jardim com a Cristóvão Colombo, próximo ao Rio Mampituba.
O edifício terá 30 pavimentos, com apenas um apartamento por andar, cada unidade com cerca de 220 metros quadrados. Os preços partem de R$ 5 milhões e podem chegar a R$ 20 milhões na cobertura. O investimento estimado é de R$ 70 milhões, com entrega prevista para 2028.
Outro projeto aprovado é o Raro, da construtora Design. Ainda sem obras iniciadas, o prédio terá 29 andares e contará com três apartamentos por pavimento, totalizando 78 unidades. Os imóveis também terão cerca de 220 metros quadrados, com valores a partir de R$ 4 milhões. A obra deve custar aproximadamente R$ 120 milhões.
O mercado imobiliário de Torres vive um momento de forte aquecimento. Segundo a Associação dos Construtores de Torres, mais de 70 prédios estão em obras simultaneamente.
Dados da Brain Inteligência Estratégica apontam que a cidade ocupa a quarta posição entre os metros quadrados mais caros de lançamentos da Região Sul, com valor médio de R$ 17.931.
Para representantes do setor, a verticalização é uma escolha estratégica. Diferente de outros municípios do Litoral Norte, que apostam em condomínios horizontais, Torres concentra seus investimentos em prédios. A procura por segunda moradia, intensificada desde a pandemia, segue impulsionando lançamentos e valorização imobiliária na cidade.
Formada em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, atualmente faço pós-graduação em marketing pela FGV.
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