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Mercado Imobiliário

SÃO LEOPOLDO - Mercado imobiliário leopoldense registra crescimento de 4% em 2025

16/04/2026

Mercado Imobiliário de São Leopoldo: Análise e Tendências (2024-2025)

O mercado imobiliário leopoldense viu o Valor Geral de Vendas (VGV) de unidades verticais (imóveis sobrepostos em múltiplos andares, como edifícios de apartamentos) crescer 4% em 2025 na comparação com o ano anterior. No acumulado do ano passado, foram movimentados R$ 222 milhões em VGV, enquanto em 2024 foram R$ 213 milhões – que também indica crescimento de 19% na relação com 2023.

Esse foi apenas um dos dados trazidos pelo administrador de empresas, pós-graduado em Gerenciamento de Empresas de Construção Civil, Hamilton Leite, da Brain Inteligência Estratégica, durante reunião-almoço promovida pelo Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de São Leopoldo e Região (Sinduscom Vales).

O evento, que trouxe uma análise do cenário do mercado imobiliário de São Leopoldo, com apresentação técnica da Brain e apoio da Fiergs, ocorreu na quinta-feira (9), no Centro das Indústrias leopoldense, contando com diversos empresários da cidade e região.

Acompanhamento

“A ideia é a gente oferecer dados do mercado para os incorporadores, os loteadores, porque quando a empresa trabalha sem olhar dados, é muito mais difícil dela acertar o produto, o preço. Nos mercados pelo Brasil a gente faz bastante esse acompanhamento, e quanto mais informações a gente tiver, de qualidade, melhor esse mercado evolui”, disse o palestrante.

“Pros desenvolvedores locais, é importante conhecer como é que o mercado está evoluindo, o que está vendendo, o que não está vendendo, o que está com mais velocidade, o que tem mais estoque, para você definir um produto de forma mais assertiva”, ponderou.

O encontro foi dividido em dois momentos: no primeiro, Hamilton apresentou dados de São Leopoldo dos últimos anos; depois, mostrou dados nacionais.

Enchente afetou menos que o esperado

Uma das avaliações de Hamilton diz respeito ao pós-enchente de 2024. Embora o mercado pudesse sofrer prejuízos maiores, na visão do palestrante, parece que ele não foi tão afetado. Os dados mostram que no 4º trimestre de 2024, foram lançadas 796 unidades verticais na cidade – 500 a mais do que o mesmo período de 2023.

O número cresceu para 1.084 unidades no 1º trimestre de 2025, 1.127 no 2º e o mesmo número no 3º trimestre. No 4º, porém, houve queda. “Se a gente comparar o ano de 2025 fechado com o ano de 2024 fechado, tivemos uma queda de unidade lançadas de 19%”, indicou Hamilton. Ainda assim, a média é vista como positiva.

“Em 2025, tivemos uma venda bastante equivalente a 2024. A gente até esperaria – e eu tenho mostrado os dados pra outras cidades, outras regiões do Rio Grande do Sul – que a enchente tivesse impactado mais e não impactou tanto. Talvez por uma série de incentivos, de liberação de recursos, a cidade continuou a vender, a produzir. Mas a gente viu um pico depois do final de 2024 e uma queda mais pro final de 2025”, apontou.

“Precisamos observar nos próximos trimestres como é que essa curva vai se comportar. Mas comparando 2024 com 2025 não está tão diferente, o que era de se esperar uma redução considerável por causa da enchente”, avaliou.

Movimentação pós-cheias

Presidente do Sinduscom, Ricardo Ramos disse que a entidade percebeu a movimentação pós-enchente e entende que grande parte do volume de vendas são de pessoas que estão saindo de um imóvel em área que foi alagada e usando seus recursos para buscar moradia em lugar longe das cheias. Porém, a mancha de inundação trouxe novas percepções às empresas do ramo, tanto positivas, quanto negativas.

“A gente tem empreendimento que teve aceleração porque estava num lugar seco. Ao mesmo tempo, tivemos o caso de um empreendimento que ia ser lançado no Centro de São Leopoldo e não lançou. Tem empresas tradicionais que sofreram essa dificuldade”.

Cidade tem potencial não utilizado, avalia Sinduscom

Ramos também destaca que tem ocorrido um movimento migratório de grandes centros, como capitais, para centros periféricos. “Muito em busca da qualidade de vida, de serviços mais próximos, de uma proximidade humana. Então, a gente vê cidades aqui da nossa região sendo grande polos de atratividade”, colocou, analisando que os municípios precisam entender suas vocações para trazer esses novos moradores.

“A cidade tem um potencial não utilizado”, observa o presidente, enfatizando que é necessário melhorar em alguns pontos para apresentar os benefícios à essa população migratória.

Plano Diretor

“Temos bons empregos, mas as pessoas ainda não optam por morar na cidade. O que a gente percebe enquanto Sinduscom, é que, junto com a prefeitura, a gente tem um trabalho árduo a fazer para pensar no Plano Diretor para a cidade”, analisa, citando a proteção contra enchentes e a capacidade de resposta a efeitos climáticos como situações que podem passar por melhorias.

“A gente tem muitas travas no Plano Diretor. Ele não é tão antigo, mas é pré todas essas calamidades”, disse, lembrando que entidades já estão em conversa com a prefeitura.

Fonte: ABC+

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